quarta-feira, 9 de abril de 2008

Season 3 - Episódio 12

Na terça feira fomos fazer trabalho para o SASA Site 3.
(Experimentem dizer SASA Site depressa é girissímo).
Umas das coisas que entretanto aprendi aqui é que a neve não é toda a mesma. Passo a explicar. Quando a neve "não é pisada", vai-se acumulando ficando os espaços livres entre os cristais a definir a sua "compactividade" ou a falta dela... O mesmo não se passa aqui na vila, por exemplo, em que o constante passar de pessoas e skidoos ou whatever a compacta melhor (a cabeça da minha colega é prova disso).

O SASA site fica a cerca de 6.5 km daqui e praticamente ninguém lá vai nesta altura. Fica fora dos trilhos do skidoos. Demorámos mesmo cerca de 30 minutos a dar com o local (mais 30 de viagem). Então quando se sai dos skidoos é o caos. Enterramo-nos na neve até a cintura nalguns locais, noutros até ao joelho e noutros não nos chegamos mesmo a enterrar. Como, como é óbvio, os locais não se encontram identificados, estas situações proporcionam momentos de grandes gargalhadas pelos trambolhões dos outros e em algumas vezes quedas dos skidoos. Uma ou duas vezes tivemos mesmo de os desenterrar da neve (os skidoos :p) .

Claro que a minha colega andou em grande força todo o dia. Fez jus ao nome de metralha. Não havia local ou ponto de paragem onde não malhace. Foi o rirrrr. Até o pessoal daqui malhava em força (menos o Martin claro, que parece que sempre viveu aqui). Eu até não caí muito, mas acho que dei o tombo do dia. Ia no trenó para garantir um pouco de estabilidade no percurso mais complicado quando este se virou. De forma a não ficar debaixo do material todo literalmente lancei-me do trenó como a fugir de um enxame de abelhas atirando-me para um rio. Aterrei pois de cabeça na neve tendo esta entrado em todos os lugares descobertos do meu fato. Felizmente ninguém viu e não há provas fotográficas do ocorrido.
Claro que o Martin só deu pela minha falta mais a frente e como tal tive de me arrastar (literalmente) uns bons metros até voltar a encontrar poiso seguro.

Algumas fotos do dia...

No caminho e na primeira paragem forçada

A minha colega no seu melhor

SASA Site

No regresso - Kuujjuarapik ao fundo


6 comentários:

Angelo disse...

Eu lembro-me de ir a correr para apanhar o autocarro no norte da Suecia, onde tambem nao falta neve, e dei dois tralhos! A rapariga que ia atras de mim bem que se riu! O que ela nao sabia e que era a primeira vez que fazia tal coisa!
Resultado, ambos perdemos o dito cujo!

Sim, o Japao e prodigo em coisas esquisitas. Deve ser por isso que nao gramo muito a comida daqui... Mas eu ate gosto disto. Um bocado morto, as vezes...

Mikael disse...

Chama-se castigo divino meu caro... Tanto riste que te tinha que te calhar a ti. ficar suterrado de neve/gelo/água gelado (o que quer que seja) não deve ter sido muito simpático... :P Pena é não te terem tirado fotos para nós nos rirmos por cá hehehe

Abraço ;)

Rita disse...

Cair na neve é do melhor, o aparato dá para rir e não doí...
Jokas

Hydrargirum disse...

Está mal....devia haver provas sobre o teu diving off....já imaginaste a Hydra-reportagem...O Pulitzer...damn you cousin, nada disto ao meu alcance!!!!

Continuo a achar tua colega um must...alguém cuja gravidade tantas vezes puxa abaixo, merece um award:)

Abc:)))

Hydrargirum disse...

Ahhhh...:)

It is I, Leclerc, desguised as an onion seller...

Lembras-te disto?

:D

João disse...

Angelo: Sim, mas como podes ir vendo pelos post, isto éum pouco mais que escorregar. É metralha mesmo :).

Mikael: Felizmente so sempre eu que levo a máquina. Foi a minha safa :).

Rita: Mas este têm sido fenomenais mesmo. só rir.

Hg: A gravidade ajuda claro, mas ela têm um jeito muito próprio de lidar com o assunto :). llo Allo era o must mesmo :).