Como se faz em direito (eu não sou de direito mas tenho amigas advogadas que me dizem que é assim) vou propôr o seguinte caso prático para ouvir o veredicto dos visitantes.
Imaginem um local de trabalho onde trabalham x pessoas. A é o chefe. Depois B partilha o gabinete com C. D partilha o gabinete com E, F com G e H e etc. Imaginem também que B e C se conhecem à muitos anos existindo mesmo uma relação de amizade/confiança entre eles.
Num certo dia A chama C ao gabinete onde B já está sentado com cara de caso.
Então A acusa C de não se empenhar, de realizar trabalho que não diz respeito à empresa etc. Durante esta lenga-lenga B ainda remata por duas vezes "e também fez isto....".
No meio disto tudo, C diz que realmente fez mas que nunca escondeu que o fez. Aliás sempre disse a A que o iria fazer e para o qual pediu autorização. A responde que não se lembra pois não aponta porque não é polícia.
Enfim a conversa continua.....o dia de C acabou por ficar estragado e o fim de semana também (parcialmente).
Mais tarde veio a saber-se que esta conversa tinha partido de uma "queixa" (pode não ser esta a expressão mais correcta) de B a A.
Muito confuso?
Enfim o que me parece é que independentemente de B vir a falar com A ou não, deveria primeiro ter falado com C. A "amizade" de longos anos a isso exigiria. Estarei a ver mal? Digam-me se estou. É que isto me está a fazer muita confusão.
O que me irrita depois no meio disto tudo, é que eu, o C, não me ocorre nada para dizer na altura mas apenas largas horas depois. E até se consegue provar o contrário.
Uma coisa é certa muito vai mudar naquele alfabeto.